- Perfil -

Nome: Strange Little Girl
Local: São Paulo, SP, Brasil

paralleldreams1@hotmail.com

- 1001 CDs -

1 - Dire Straits - Brothers in Arms
2 - Liz Phair - Exile in Guyville
(Kylie Minogue - X - Advance)
3 - Fugazi - Repeater
4 - Dusty Springfield - A Girl Called Dusty
5 - Eminem - The Slim Shady LP
6 - Bruce Springsteen - Born in the USA
7 - Simon and Garfunkel - Bridge over Troubled Water
8 - Stevie Wonder - Innervisions
9 - Nusrat Fateh Ali Khan - Devotional Songs
10 - Aretha Franklin - Lady Soul
11 - Cheb Khaled - Kenza
12 - Nina Simone - Wild is the Wind
13 - Sheryl Crow - Tuesday Night Music Club
14 - Ravi Shankar - The Sounds of India
15 - Billie Holiday - Lady in Satin
16 - PJ Harvey - Rid of Me
17 - Peter Gabriel - So...
18 - Saint Etienne - Foxbase Alpha
19 - Kate Bush - The Dreaming
20 - Travis - Man Who
21 - Ice Cube - AmeriKKKas Most Wanted
22 - Joni Mitchell - Hejira
23 - The Who - My Generation
24 - Mamas and the Papas - If You Can Believe Your Eyes & Ears
25 - Queen - A Night at the Opera
26 - Depeche Mode - Music for the Masses
27 - Lucinda Williams - Car Wheels On A Gravel Road
28 - Elvis Presley - Blue Suede Shoes
29 - Deee-Lite - World Clique
30 - The Doors - Morrison Hotel
31 - Elastica - Elastica
32 - Sigur Ros - Agætis Byrjun
(Loreena McKennitt - The Mask and the Mirror)
33 - Kate Bush - The Sensual World
34 - Aretha Franklin - I Never Loved A Man The Way I Love You
35 - Suede - Dog Man Star
36 - War - The World is a Guetto
37 - The Chemical Brothers - Exit Planet Dust
38 - Sarah Vaughan - At Mister kelly
39 - Miriam Makeba - Miriam Makeba
40 - Bonnie Prince Billy - I See A Darkness
41 - Baaba Maal - Lam Toro
42 - Anita Baker - Rapture
43 - Harry Nilsson - Nilsson Schmilsson
44 - Suede - Suede
45 - Gorillaz - Gorillaz
46 - M.I.A. - Arular
47 - Carole King - Tapestry
48 - Madonna - Music
49 - Massive Attack - Blue Lines
50 - The Police - Synchronicity
51 - Massive Attack - Protection
52 - Portishead - Dummy
53 - Ray Charles - The Genious of Ray Charles
54 - Bob Dylan - Freewheelin'

- Meus CDs -

Tori Amos:
Little Earthquakes
Under the Pink
Boys for Pele
From The Choirgirl Hotel

To Venus And Back
Strange Little Girls
Scarlet's Walk
The Beekeeper

American Doll Posse
Welcome to Sunny Florida

Kate Bush:
The Kick Inside
Lionheart
Never For Ever
The Dreaming

Hounds of Love
The Sensual World
The Red Shoes
Aerial

Loreena McKennitt:
Parallel Dreams
The Visit
The Mask And The Mirror
The Book of Secrets
Live in Paris and Toronto
An Ancient Muse

Over The Rhine:
Patience
Good Dog Bad Dog
Amateur Shortwave Radio
Films for Radio
Ohio
Drunkard's Prayer
Trumped Child

Fiona Apple:
Tidal
When The Pawn...

Sinéad O'Connor
The Lion and The Cobra

Sarah McLachlan:
Mirrorball
Fumbling Towards Ecstasy

Dido:
No Angel

- Links -

Psiquê
Will you look into the future?
Meu infinito particular
Pensamentos - by Nathy
Pale november
Ariadne Celinne
Coiseando as coisas
Quimera
Unspoken words
O jardim dos gatos teimosos
Silêncio
Para o túmulo: crônicas anônimas
Miss Sunshine
Eu digo Ni
Mi introspectiva
Dark Delirium
Vida louca vida!
Neverland
Etc...
Mr. Sandman
Blog da Polly
Desventuras
Metamorfose pensante
Jacaroa de Sandálias

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Eu sou feliz


Eu sou feliz porque vivo fazendo planos e sei que todas as dificuldades do presente são um caminho para eu alcançar o sucesso no futuro. Eu sou feliz porque tenho certeza de que, apesar de minhas limitações, com muito esforço eu vou conseguir criar uma família linda e aproveitar meus dias da melhor maneira possível. Eu sou feliz porque ainda tenho muito para aprender e sei que nunca saberei tudo. Eu sou feliz porque tenho poucos e bons amigos e um homem com quem eu quero viver pelo resto da minha vida. Eu sou feliz porque eu sei que, apesar de eu adorar meu relacionamento, eu não dependo dele para viver. Eu sou feliz porque, mesmo não sendo alta, magra, linda ou rica, eu tenho dinheiro o suficiente para viver uma vida confortável e muita saúde, enquanto tantos lutam para conseguir sobreviver. Eu sou feliz porque tenho muito o que amar. Eu sou feliz porque não espero muito do meu futuro e finalmente aprendi a valorizar as pequenas coisas do meu presente. Eu sou feliz porque não dependo da opinião alheia para fazer o que gosto e não me prendo a regrinhas morais ou padrões imbecis da sociedade. Eu sou feliz porque, mesmo me sentindo muitas vezes culpada, eu me permito não ser totalmente responsável e fujo de todas as obrigações para aproveitar os meus amigos. Eu sou feliz porque estou lentamente aprendendo a viver.

Rabiscado por Strange Little Girl - 9:58 PM - 5 comments


Borderline


Ela acabara de sair da clínica psiquiátrica após seis meses de tratamento. Eu finalmente pude vê-la. Estava visivelmente abatida, mas sorria. Vestia um incomum conjunto de jeans e camiseta e o usual excesso de perfume. Usava apenas lápis nos olhos e tinha as sobrancelhas a fazer. Eu a abracei. Ela começou a chorar e me perguntou: Por que você me abandonou? Eu disse que ela só podia falar com os pais. Ela gritou: POR QUE VOCÊ NÃO INSISTIU E FOI ME VER? VOCÊ NÃO É MINHA AMIGA? Eu finalmente senti aquele cheiro de cigarro que tentara ignorar até aquele momento. Ela não tinha parado de fumar como havia prometido. Não disse nada.

Passou-se uma semana e ela voltou para o cursinho. Estava novamente determinada a estudar Medicina. Ela logo fez novos amigos, tornou-se a mais popular do cursinho. Voltou a usar suas roupas chamativas. Parou de fumar. Eu desesperadamente tentei questioná-la: "Você quer realmente ser médica? Você já abandonou o curso de Psicologia por não aguentar os problemas dos outros? Já quis se matar por causa disso!" E ela respondeu: "Sim, essa é a minha missão. Tenho que ajudar os pobres doentes, sonho com essas crianças. Deus me mandou uma mensagem quando achei que ia morrer. Preciso fazer isso". Eu a respeitei. Ela parecia melhor.

Eu estive perto dela durante todo esse tempo. Ela se tornou obcecada com os estudos. Ela também começou a namorar, parecia que era sério. Depois de um tempo ela começou a me narrar todos os seus excessos sexuais. Dizia ter transado na sala do cursinho, no meio do trânsito, em um motel com um grupo de desconhecidos. Ela resolveu criticar minha vida sexual, dizia ser monótona demais. Também insistia para que eu pensasse menos antes de agir, para que expressasse todos os meus sentimentos. Nós passamso a brigar constantemente. Ela insistia no fato de eu precisar ajudar as pessoas carentes, enquanto comprava produtos caríssimos. Seu namoro acabou rapidamente, assim como os outros que se seguiram.

Muitas vezes ela narrava o vazio que sentia dentro de si mesma, dizia ter vontade de matar. O mundo parecia não caber dentro do seu coração. Ela sofria por si mesma e pelos outros, sofria por cada história triste que ouvia. Pequenos problemas não faziam parte do seu mundo, tudo precisava ser épico, trágico. Nessas horas eu dizia para ela ser forte e pensar em tudo o que podia fazer de bom para os outros e para si mesma. Eu aconselhei que ela ocupasse mais seu tempo. Ela começou a fazer trabalho voluntário, voltou a cantar e a tocar seus instruemntos, passou a ensaiar com uma banda aos fins de semana. Ela loco começou a namorar a tecladista da banda.

Ela entrou no curso de Medicina de uma faculdade particular. Começou a fazer estágio em um hospital. Parecia feliz por estar ajudando tantas pessoas. Em um dia, entretanto, ela quis abrir uma garrafa de uísque para comemorar sua situação, mas eu não permiti. Ela logo se irritou e gritou: VOCÊ TÁ ACHANDO QUE ISSO É COCAÍNA? CRACK? TÁ ACHANDO QUE EU VOU ME DROGAR? EU SÓ QUERO COMEMORAR! Eu tirei a garrafa de suas mãos, ela me bateu. Ela já havia sido viciada em drogas, eu conhecia essa história. Ela se acalmou, chorou, e eu a aconselhei a tirar todas as bebidas alcóolicas de sua casa. Ela aceitou a proposta.

Alguns meses se passaram, eu continuei vivendo a minha vida, nós nos víamos pouco. Um dia ela me chamou para assistir a um filme em sua casa. Quando ela, sem perceber, levantou os braços e deixou a blusa subir, eu levei um susto: sua barriga e costas estavam repleta de feridas. Ela havia voltado a se auto-mutilar. Nós assistimos ao filme. Ela me contou que havia terminado com a namorada, que ela era uma criminosa e tentara envolvê-la novamente no mundo das drogas. Ela logo se entristeceu com os pacientes e disse que não havia mais motivos para viver. Eu disse que ela tinha sim motivos para viver: ela poderia ajudar as pessoas, formar uma família, escrever, compor suas músicas, cantar, viajar. Havia muitas razões para ser feliz. Ela agradeceu e disse que ia continuar lutando.

No outro dia sua mãe me ligou. Ela havia sido encontrada inconsciente em casa na noite anterior e não sobrevivera ao caminho para o hospital. Motivo da morte? Overdose de cocaína. Ela não havia sido feita para esse mundo. O que eu senti? Tristeza, muita tristeza e também alívio. Ela não precisava mais aguentar tanto sofrimento.

Eu espero sinceramente que as coisas não tomem esse rumo...
Estou me sentindo angustiada, incomodada.

Rabiscado por Strange Little Girl - 11:43 PM - 2 comments


Cidadão de bem


Eu tenho medo do cidadão de bem. Meu pai é um deles: trabalha 12 horas por dia; é católico não praticante; passa os finais de semana em casa assistindo à rede Globo, conversando com os parentes sobre dinheiro e política e lendo sobre medicina; compra eletrônicos para a casa; paga escola e serviços médicos; não bebe álcool; não fuma; não rouba; não mata. Isso garante que ele é uma boa pessoa? Não mesmo. Garante mesmo que ele tem medo dos outros, tem medo que os colegas de trabalho, parentes e vizinhos saibam quem ele realmente é. Ele faz mal lentamente, atinge o psicológico. Ele nunca fez minha mãe feliz, nunca a levou para jantar fora, nem a levava para seu apartamento, pois os vizinhos poderiam comentar. Ele nunca se importou em dar mais que comida, saúde e educação para os filhos. Ele acredita que felicidade se compra com dinheiro. Ele acha que não precisamos de amigos ou viagens. Bom mesmo é ficar trancado dentro de casa, com medo de carros e bandidos, usando o computador, assistindo ao Domingão do Faustão e comendo o arroz e o feijão. Viver pra que? Se sentir bem pra que? Melhor é ouvir ele dizer que negros, japoneses, judeus, tatuados, divorciados, gays e artistas são maus e lembrar de todos os gritos e tapas da minha infância.

Rabiscado por Strange Little Girl - 11:15 PM - 1 comments


Antes de dormir...


Sexta-feira eu fui dormir me sentindo mal. Tinha me irritado com o sujeito do texto abaixo e a minha eterna culpa retornou. Eu não me permito perder o controle, não me permito ser grossa, mal educada, ou expressar qualquer sinal que indique "a herança do gênio ruim do meu pai", como minha mãe adora dizer. Mas eu sempre acabo fazendo exatamente o contrário, ajo como um ser irracional de quinta categoria e me sinto totalmente destruída. Eu quero ser punida nesses momentos. Quero que me dêem um belo tapa na cara e gritem: "VIU? VOCÊ MERECE ISSO! VOCÊ NUNCA VAI MUDAR! VOCÊ NÃO PASSA DE UMA COPIAZINHA RUIM E EGOÍSTA DO SEU PAI!" É trauma mesmo. E eu não consigo mudar.

Nessa mesma noite, um pouco antes de dormir, eu imaginei uma cena que já presenciei muitas vezes: meu pai dizendo um absurdo qualquer, eu me irritando e gritando com ele, ele se estressando preocupado com a opinião dos vizinhos, eu o provocando ainda mais, ele correndo atrás querendo me bater e me xingando de "doida", "vagabunda", eu rindo e me trancando no banheiro e minha mãe e irmãos tentando evitar que qualquer coisa aconteça. O que acontecia depois também era sempre igual: minha mãe aparecia no banheiro dizendo que eu atrapalhava a "paz" da família e depois os dois brigavam muito, se trancavam no quarto, ela chorava demais e ele a chamava de louca. Eu sentia ódio, repulsa e medo ao mesmo tempo.

No meu pensamento, entretanto, eu fugia de casa nesse momento. Pegava o carro que mal sei dirigir e corria para a casa do meu namorado. Um momento depois minha irmã ligava desesperada falando baixinho de um celular dizendo que era pra eu chamar a polícia, pois meu pai tinha enlouquecido e batido muito na minha mãe. Eu chamava a polícia e entrava com eles no meu apartamento. Eles arrombavam a porta trancada da suíte e encontravam meu pai com todos os celulares da casa dizendo que acabaria com o primeiro que dissese alguma coisa a alguém. Eles arrombavam a porta do outro quarto e encontravam minha mãe espancada e amarrada. Ela ia para o hospital, mas acabava bem. Ele era preso. Os dois se separavam e nós viveríamos felizes para sempre.

No fundo esse é meu desejo. Eu queria vê-lo fora da minha casa, não importa como fosse. Não aguento mais ver esse descaso com a minha família, não aguento mais ver minha mãe se matando de trabalhar enquanto ele junta dinheiro, não aguento mais comentários preconceituosos, não aguento mais ouvir que viagens e amigso são inúteis, não aguento mais ver aquela múmia deitada na cama o fim de semana inteiro comversando sobre dinheiro com parentes, NÃO AGUENTO MAIS A PRESENÇA DELE!!!!!!

Rabiscado por Strange Little Girl - 10:33 PM - 1 comments


Diálogo irritante


Detestei esse texto. Não dá para deixá-lo aqui.

Rabiscado por Strange Little Girl - 2:16 AM - 2 comments


Viva intensamente!


Eu detesto muito, muito mesmo, essa história de viver intensamente! Esse infeliz conselho já me rendeu muitas lágrimas, escolhas erradas e discussões. No início da minha adolescência, após ser massacrada por muitos "Viva intensamente!", "Aproveite a vida!", "Tenha histórias para contar" e expressões similares, eu cheguei a uma das minhas primeiras conclusões: MINHA VIDA É UMA BOSTA! Afinal, eu nunca tinha viajado para lugares interessantes, não tinha beijado, não era popular. Eu era mais uma nerd que gostava de ler, tinha um amor platônico pouco convencional e passava a maior parte do tempo em casa. Concluindo, EU NÃO TINHA UMA "VIDA"! Não deu outra, me revoltei. Passei a culpar meus pais por tudo, abandonei minhas amigas "excluídas", tentei ser popular, me deprimi demais, tudo para viver com a tal intensidade que me diziam. No final das contas, aconteceu o que certamente iria acontecer: EU ME FERREI! Fiquei totalmente sem amigos, as tais populares não faziam questão de mim.

Eu cresci. Me tornei amiga das tais "excluídas", passei a me divertir mais, beijei, comecei a namorar, fiz alguns bons amigos, viajei um pouco, aceitei melhor minha personalidade e minhas escolhas. Mas a tal tristeza por não viver intensamente não me abandonou. Ela se tornou um vício, eu sempre queria aproveitar mais, mais, mais a vida. Uma inveja doentia tomou conta de mim: era só aparecer uma pessoa com uma vida mais interessante que eu já começava a chorar e declarava meu ódio por ela. Minha vida não bastava. Afinal, eu não morava em uma república com amigas felizes, não saia a noite para andar sem rumo, não bebia todas e dançava toda semana, não fazia festa todos os dias, não viajava para lugares maravilhosos o tempo todo, não tinha constantes jantares romanticos, não transava em motéis ou carros em movimento usando tudo quanto é artigo de sex-shop, não tinha experiência profissional, não tinha beijado várias pessoas interessantes, não tinha me declarado a todas as pessoas que desejei, não colocava todos os meus instintos em prática, não era amiga da sala de aula inteira, não usava roupas invejáveis, não passava o tempo todo bebendo na praia, nada disso. EU ERA SIMPLESMENTE UMA GAROTA NORMAL. E, meu deus, que pecado era isso! Não! Eu tinha que ter feito TUDO mais que os outros, tinha que ter tido loucas paixões, loucos passeios... tinha que ter vivido, vido na loucura, na curtição!

Pois é, essa questão ainda me faz sofrer muito, porque eu continuo sendo simplesmente uma garota normal. O que eu percebi, entretanto, é que todas essas pessoas que eu acreditava que tinham encontrado a felicidade não eram assim tão felizes. Todas, por mais que contassem vantagem por toda a "curtição" de suas vidas, tinham rotinas chatíssimas, precisavam trabalhar, tinham momentos de depressão e queriam no fundo uma relação tranquila e estável. A felicidade não é fruto de tantos excessos, de tanta intensidade. Saber viver, "ter uma vida", é ter objetivos e lutar por eles, é aproveitar todos os momentos bons, é ficar bem consigo mesmo até durante a rotina, é mais que ter histórias loucas para contar.

Rabiscado por Strange Little Girl - 12:15 AM - 1 comments


Recomende um CD!


Eu estava visitando um blog quando vi a seguinte corrente: você recomenda um CD para uma pessoa e ela ouve, comenta e recomenda outro CD para alguém mais. Eu imediatamente adorei a idéia e fui pensar no que escolher para a minha primeira recomendação.

E escolha foi a mais óbvia possível: Tori Amos. Nem precisei pensar. Afinal, eu sou daquelas fãs altamente fanáticas que colecionam CDs e DVDs lotados de vídeos, versões ao vivo e b-sides. E o que eu escolhi foi a primeira parte de uma coletânea, com músicas do primeiro CD famoso dela (Little Earthquakes) e alguns b-sides que eu adoro.

A recomendação vai para a Camila, mas o CD vai ficar aqui para quem quiser baixar.

Tori Amos - A Piano - The Collection - CD1
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Megaupload

Vamos ver no que vai dar!

Rabiscado por Strange Little Girl - 3:20 AM - 3 comments


Alívio


Alívio. É isso o que eu sinto por poder quebrar minha promessa, por não ter que estar perto dela em um momento tão difícil. Não quero vê-la chorar, não quero me deprimir, não quero me sentir totalmente manipulada por uma mente doentia. Não quero ver meus sentimentos explodirem em uma mistura de carinho, pena, inveja, alegria, tristeza, desejo. NÃO QUERO TODA ESSA INTENSIDADE! Essa amizade já me fez feliz, mas já me fez sofrer demais. Eu vi minha própria vida ser inundada por sonhos grandiosos e exageros que não pertenciam a mim. Aos poucos comecei a pensar que não sabia viver, que meus problemas não importavam, que meus sentimentos eram insossos. Mas não é assim! NÃO, EU NÃO QUERO SALVAR O MUNDO! EU NÃO QUERO PAGAR O PREÇO DESSA INTENSIDADE! EU NÃO QUERO DESTRUIR A MIM MESMA! Meus sonhos, meus amores, minhas amizades, meus desejos, meus problemas, eles me bastam. Eu tenho equilíbrio. Eu penso antes de agir. Eu estou aqui, estou bem. Não quero ver meu mundo cair novamente. Não quero todo esse peso em cima de mim. Não quero ter que cuidar de uma pessoa tão poderosa e tão frágil ao mesmo tempo. E não sinto culpa por isso. Eu não quebrei minha promessa, ainda serei amiga, ainda ajudarei, mas fico feliz por poder adiar tudo isso, por poder me preparar para o que está por vir.


Eu não preciso me esconder por trás de suas máscaras. Não preciso do seu estilo, das suas roupas, dos seus perfumes, dessa sua feminilidade escondida por trás de tantos produtos que um dia eu tanto invejei. Também não preciso dos seus excessos, da sua personalidde forte e sedutora. Eu posso ser feliz sem explodir em sentimentos todos os dias, sem querer estar no topo do mundo. Não que às vezes eu não queira dançar, beber até cair, expressar todos os meus instintos. Não, eu sou humana. Mas como um ser racional, eu também tento ao máximo pensar em todas as consequências de um ato antes de cometê-lo. Não preciso dessa sua impulsividade. Não preciso ser você. Não quero ser você.

Rabiscado por Strange Little Girl - 6:56 PM - 2 comments


As coisas que eu amo


Eu sofro demais quando desprezam as coisas que eu amo ou que me custaram muito esforço. Eu inocentemente espero que a música que eu toco domine os sentimento dos outros como faz com os meus, que aquela coleção de CDs tão importante seja apreciada, que as minhas lágrimas depois de um dia ruim sejam vistas como algo mais que frescura. Mas não é assim. Muitas vezes tratam meu mundinho com desprezo, ou nem mesmo se importam em ouvir o que eu tenho a dizer. E isso dói, dói muito. Dói ainda mais quando a pessoa em questão é alguém que eu gostaria muito de incluir na minha vida. Eu sinto que destruiram algum pedacinho de mim. Dá vontade de gritar: PUTA QUE O PARIU! VOCÊ NÃO VÊ QUE ISSO É IMPORTANTE PRA MIM? Dá vontade de sumir.


Não dá, nossos amores e sonhos são apenas nossos e, com muita sorte, de algumas poucas pessoas...


Rabiscado por Strange Little Girl - 5:29 PM - 4 comments


Meus amigos


Quando eu entrei na faculdade, senti que meu mundo ia desabar a qualquer momento. Imagens do passado tomavam conta da minha mente e me faziam chorar por aquele tempo que não mais voltaria. Eu via meus antigos amigos, as risadas na sala de aula, os professores atenciosos, o orgulho pelas notas boas, a facilidade de alcançar os objetivos. Nada mais fazia sentido. Lá, tudo era mais difícil, eu era simplesmente uma aluna mediana e não tinha mais alguém para rir de besteiras adolescentes. Eu não poderia mais ser eu mesma. Tentei me envolver com algumas pessoas, não deu certo. Acabei aceitando os amigos do meu namorado, mas não os queria. Na minha mente, ninguém lá era amigo de verdade. Ninguém falava sobre relacionamentos, medos, sonhos, problemas. Todo mundo parecia tão bem resolvido, tão superficial. E eu me sentia sufocada. Eu queria falar, queria ser eu mesma! E o tempo passou... Não reencontrei os antigos amigos, mas, aos poucos fui vendo que ninguém que estava perto de mim era superficial. Aos poucos, surgiu uma amizade incrível, um carinho, uma coisa que me fez esquecer do passado e ver que o presente também era bom. Eu consegui abrir meu caminho, consegui expressar meu verdadeiro eu, falar das coisas que gosto, fazê-los entender um pouco do meu mundinho. Não consegui forçar muito deles, mas aprendi a respeitar isso. Para alguns assuntos, para grandes revelações, promessas e segredos, eu tenho outros amigos. Mas hoje eu estou feliz com o que tenho, adoro todas aquelas pessoas que convivem quase todo o tempo comigo e não as trocaria por mais nada. A vida é assim, tudo muda e se nós não aceitarmos e não nos adaptarmos, nós viveremos eternamente fechados e dominados por uma saudade que infelizmente não leva a nada.

Rabiscado por Strange Little Girl - 4:25 PM - 3 comments


Ei, aqui!


Eu me sinto mal quando você não me vê. Quando você a abraça e a beija na minha frente e pouco se aproxima de mim. Quando você elogia todas as meninas que passam. Quando você conversa alegre com todas as suas amigas. Eu apenas sorrio e continuo fazendo o que estava fazendo, mas me sinto distruída. Não, eu não quero nada com você. Já tenho namorado, já tenho uma vida. Só quero me sentir mulher, quero sentir que faço parte da concorrência, entende? Eu não quero ser tratada com tanto respeito, com tanto profissionalismo. Quero estar no meio de tudo, quero satisfazer meu ego, quero atenção. Quero ser a amiga, dessas com quem se discute tudo o que aconteceu em um dia ruim. Não suporto esse jeito que você me trata. Não, não digo que me trate mal, apenas não me trata do jeito que eu quero. Quando você vai finalmente perceber que eu não sou tão fria ou séria quanto pareço? Quando você vai perguntar como foi o meu dia e demonstrar se importar com o que eu responder? Eu vou estar aqui esperando.

Rabiscado por Strange Little Girl - 9:54 PM - 3 comments


*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*