- Perfil -

Nome: Strange Little Girl
Local: São Paulo, SP, Brasil

paralleldreams1@hotmail.com

- 1001 CDs -

1 - Dire Straits - Brothers in Arms
2 - Liz Phair - Exile in Guyville
(Kylie Minogue - X - Advance)
3 - Fugazi - Repeater
4 - Dusty Springfield - A Girl Called Dusty
5 - Eminem - The Slim Shady LP
6 - Bruce Springsteen - Born in the USA
7 - Simon and Garfunkel - Bridge over Troubled Water
8 - Stevie Wonder - Innervisions
9 - Nusrat Fateh Ali Khan - Devotional Songs
10 - Aretha Franklin - Lady Soul
11 - Cheb Khaled - Kenza
12 - Nina Simone - Wild is the Wind
13 - Sheryl Crow - Tuesday Night Music Club
14 - Ravi Shankar - The Sounds of India
15 - Billie Holiday - Lady in Satin
16 - PJ Harvey - Rid of Me
17 - Peter Gabriel - So...
18 - Saint Etienne - Foxbase Alpha
19 - Kate Bush - The Dreaming
20 - Travis - Man Who
21 - Ice Cube - AmeriKKKas Most Wanted
22 - Joni Mitchell - Hejira
23 - The Who - My Generation
24 - Mamas and the Papas - If You Can Believe Your Eyes & Ears
25 - Queen - A Night at the Opera
26 - Depeche Mode - Music for the Masses
27 - Lucinda Williams - Car Wheels On A Gravel Road
28 - Elvis Presley - Blue Suede Shoes
29 - Deee-Lite - World Clique
30 - The Doors - Morrison Hotel
31 - Elastica - Elastica
32 - Sigur Ros - Agætis Byrjun
(Loreena McKennitt - The Mask and the Mirror)
33 - Kate Bush - The Sensual World
34 - Aretha Franklin - I Never Loved A Man The Way I Love You
35 - Suede - Dog Man Star
36 - War - The World is a Guetto
37 - The Chemical Brothers - Exit Planet Dust
38 - Sarah Vaughan - At Mister kelly
39 - Miriam Makeba - Miriam Makeba
40 - Bonnie Prince Billy - I See A Darkness
41 - Baaba Maal - Lam Toro
42 - Anita Baker - Rapture
43 - Harry Nilsson - Nilsson Schmilsson
44 - Suede - Suede
45 - Gorillaz - Gorillaz
46 - M.I.A. - Arular
47 - Carole King - Tapestry
48 - Madonna - Music
49 - Massive Attack - Blue Lines
50 - The Police - Synchronicity
51 - Massive Attack - Protection
52 - Portishead - Dummy
53 - Ray Charles - The Genious of Ray Charles
54 - Bob Dylan - Freewheelin'

- Meus CDs -

Tori Amos:
Little Earthquakes
Under the Pink
Boys for Pele
From The Choirgirl Hotel

To Venus And Back
Strange Little Girls
Scarlet's Walk
The Beekeeper

American Doll Posse
Welcome to Sunny Florida

Kate Bush:
The Kick Inside
Lionheart
Never For Ever
The Dreaming

Hounds of Love
The Sensual World
The Red Shoes
Aerial

Loreena McKennitt:
Parallel Dreams
The Visit
The Mask And The Mirror
The Book of Secrets
Live in Paris and Toronto
An Ancient Muse

Over The Rhine:
Patience
Good Dog Bad Dog
Amateur Shortwave Radio
Films for Radio
Ohio
Drunkard's Prayer
Trumped Child

Fiona Apple:
Tidal
When The Pawn...

Sinéad O'Connor
The Lion and The Cobra

Sarah McLachlan:
Mirrorball
Fumbling Towards Ecstasy

Dido:
No Angel

- Links -

Psiquê
Will you look into the future?
Meu infinito particular
Pensamentos - by Nathy
Pale november
Ariadne Celinne
Coiseando as coisas
Quimera
Unspoken words
O jardim dos gatos teimosos
Silêncio
Para o túmulo: crônicas anônimas
Miss Sunshine
Eu digo Ni
Mi introspectiva
Dark Delirium
Vida louca vida!
Neverland
Etc...
Mr. Sandman
Blog da Polly
Desventuras
Metamorfose pensante
Jacaroa de Sandálias

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Essas coisas preciosas...


Eu já coloquei esse vídeo aqui, mas vou colocar novamente. É uma das interpretações que eu mais gosto em um show que eu realmente gostaria de ter ido (se não fosse pelo fato de eu ter nove anos, o show ter sido nos Estados Unidos e eu não conhecer a artista). Tudo bem, não é o tipo de coisa feita para muita gente gostar (Quem sabe um em mil? Já conheci duas pessoas que gostaram!). Talvez mais gente goste da versão do CD, mas essa versão é uma das mais estranhas que eu já vi (algo do tipo possessão demoníaca, sabe?). É excelente, embora eu endendesse muito bem se meus pais não quisessem isso tocando no carro durante uma viagem...

Tori Amos - Precious Things

Rabiscado por Strange Little Girl - 6:31 PM - 3 comments


Eu odeio...


  • ... almoçar em algum restaurante com a minha família e pedir um refrigerante
    para fingir que eu não bebo nada alcoólico, senão o meu pai vai achar que
    os meus amigos me influenciam mal.

  • ... sair com a minha família, para onde quer que seja. Nunca dá certo.
    O lugar para estacionar, o preço da comida, a preocupação com a estrada e
    com o dia de amanhã, tudo, TUDO é mais importante que o passeio em si.

  • ... quando meu pai finge aprovar o que eu faço e é só eu sair de casa
    que ele começa a me criticar e a questionar para a minha mãe: "O que a sua
    filha está fazendo na rua?"

  • ... me dedicar, estudar e só escutar do meu pai: "Você não faz mais que
    a sua obrigação".

  • ... que odeiem tudo o que eu ouço, tudo o que eu assisto.

  • ... ter que sentar no último banco do carro ouvindo meu mp3 porque ninguém
    aguenta o meu gosto.

  • ... meus pais dizendo o quão ruins as pessoas são.

  • ... meu irmão reclamando o tempo todo que vai mal no colégio, que não
    consegue entender nada.

  • ... os meus pais obrigando ele a estudar o tempo todo e fazendo com que
    ele se sinta ainda pior.

  • ... as minhas irmãs conservadoras eu-não-assisto-a-filmes-de-terror-e-vou-me-casar-virgem-aos-25-anos-com-o-príncipe-encantado
    reclamando que estão gordas, escutando RBD, axé e pop o tempo todo e se ofendendo
    com que palavra que eu tente dizer.

  • ... minha mãe esperando que o meu pai mude e deixando a vida passar sem
    fazer nada por ter medo de viajar sem ele ou de ouvir suas reclamações depois.

  • ... não poder ser eu.

    Detestei esse post, meu humor já melhorou! :-D

  • Rabiscado por Strange Little Girl - 5:55 PM - 1 comments


    Um dia em casa


    Por que eu sempre insisto em voltar para casa se a minha casa é um lugar horrível, irritante? Eu passo tanto tempo fora dela que eu até me esqueço o quão ruim é ficar aqui. Todos aqui me odeiam e eu provavelmente odeio a todos eles também. Eu não tenho voz aqui. Eu sinto como se houvesse uma grande placa preta escrita "censurado" colada em mim. Eu não posso dizer nada. Minhas experiências, minhas crenças, minhas idéias, minhas palavras, elas estão todas caladas (ou simplesmente não são do interesse de ninguém). Eu me sinto sozinha, terrivelmente sozinha. Eu só posso procurar refúgio nos meus livros, nas minhas músicas, no meu computador, no meu telefone, na minha própria mente. Nesses lugares eu provavelmente vou encontrar algum conforto, um conforto que ninguém mais vai notar ou entender. E eu nunca o mostrarei, eu não consigo mostrá-lo! Eu vou sempre gritar um monte de palavras rudes, agir com uma criança cruel e mal educada, ouvir um "Como você não entende que você é a chata aqui?" e voltar para os meus livros e as minhas músicas, tentando pensar em algo mais para esquecer a minha culpa: eu queria ser a garota boa.
    E aqui estou eu, só repensando o mesmo assunto pela centésima vez sem mover um dedo sequer. É isso que eu sou, a ovelha negra, a menina estranha, a menina inteligente que ajuda com as lições de casa (sem desejar, é claro). Eu sou apenas a filha errada, a irmã errada. Eu não tenho vontade nenhuma de ajudar em casa, de dar um presente para algum deles, de nada. Sabe por quê? Porque eles também são os pais e irmãos errados. Sim, sim, eu não tenho aquela coisa que se chama compreensão. Eles têm manias e problemas que estão a quilômetros e quilômetros de distância do que a minha mente limitada consegue entender. É como se eu tivesse que medir cada palavra que eu disesse, cada ato que eu pusesse em prática porque senão eles se sentiriam infinitamente ofendidos e incomodados. E SEMPRE dá errado. A palavra "brincadeira" não existe no vocabulário deles, tudo é muito sério, tudo é muito problemático. Minhas irmãs provavelmente me consideram o demônio encarnado. Eu não suporto suas manias e digo exatamente o que elas me pedem para não dizer. Meu pai não fala comigo, nem eu com ele. Fui eu quem comecei, não gosto dele. Deve ser porque ele é o membro da família mais parecido comigo (digo, tão ruim quanto eu). Isso me dá nojo. E eu não quero resolver os problemas. Às vezes eu penso em resolvê-los, mas minha mãe me diz que ele é duro como pedra e se eu tentasse algo, não gostaria que ela soubesse. Mas é claro, ele contaria para ela. Afinal, a diversão dele não é falar mal de mim? Da filha irresponsável?
    Eu estou cansada, muito cansada de tudo isso e às poucos vou me tornando uma pedra ainda mais dura que aquela a qual meu pai se tornou.

    Última do meu irmão: Você tá achando que eu sou um dos seus amigos?

    E NÃO, EU NÃO ACEITO COMENTÁRIOS DO TIPO "VOCÊ PODE MUDAR ISSO COM UMA BOA CONVERSA" OU "É VOCÊ QUEM ESCOLHE SE AS COISAS ESTÃO RUINS OU NÃO". QUEM PENSAR ASSIM QUE VENHA PASSAR UMA TEMPORADA NESSE HOSPÍCIO ONDE EU VIVO.

    Rabiscado por Strange Little Girl - 5:18 PM - 1 comments


    De bem com a vida


    Dizem que manter a mente ocupada espanta os problemas. E dizem também que o desejo é a causa de todo o nosso sofrimento. Bem, tudo isso deve ser verdade! Eu estou totalmente estourada, cheia de de provas marcadas para a próxima semana (o que significa aprender em três dias o que não se aprendeu em um mês) e mesmo assim estou muito, muito feliz. Essa montanha de compromissos pela frente me impedede inventar problemas quando eles não existem. Eu não estou querendo mudar de personalidade, de faculdade, de estilo de vida... bem, eu até quero mudar algumas coisas, mas dessa vez é pela minha própria vontade e não pela comparação com alguma amiga que se diverte mais, um colega de sala que é um melhor aluno ou qualquer pessoa que seja diferente!

    A propósito, alguém já percebeu como muitas vezes aquelas "escapadinhas" durante um período cheio de obrigações são muito mais divertidas que um passeio programado durante as férias? Bem, tudo o que é mais difícil é melhor. O tempo livre no meio do período de trabalho é muito mais valioso que nas férias. Hoje fugi da aula e resolvi gastar um pouquinho mais de dinheiro na chopperia alemã (que tem um ambiente excelente) com o melhor namorado do mundo! Foi ótimo!

    Rabiscado por Strange Little Girl - 8:28 PM - 0 comments


    Conclusões


    Cheguei a duas conclusões nada novas ou criativas:

    1. Grande parte das pessoas só são interessantes a partir do momento em que nós NÃO as conhecemos bem.

    2. Uma boa e sincera conversa pode fazer uma montanha de ódio, ressentimento e preconceito cair em poucos minutos.

    [editando para uma versão mais otimista]

    Pena que eu muitas vezes me engano pela primeira e demoro muito pra colocar a segunda em prática...

    [/editando]

    Rabiscado por Strange Little Girl - 10:05 PM - 5 comments


    Fim de semana


    O último fim de semana foi ótimo, passado quase que totalmente entre amigos da faculdade, com direito a comida japonesa, pizza, outra partida acirradíssima de War (que é claro, eu perdi) e uma tentativa frustrada de convencer as pessoas a jogar o Jogo da Verdade (queria conhecer os detalhes sórdidos de suas existências). Também houve um avanço de cerca de 20 páginas no meu pocket-book (ai, que vontade de ler mais!) e o resto do tempo foi aproveitado no Winamp (overdose de Tori Amos) e na veneração de um belo box (Tori Amos - a piano) que está custando nada mais nada menos que uns R$300,00 aqui no Brasil (produto importado). Alguém quer fazer uma vaquinha e me presentear?

    Tori Amos - a piano


    Disc 1

    Leather (Alternate Mix)
    Precious Things (Alternate Mix)
    Silent All These Years
    Upside Down
    Crucify (Unedited Single Version)
    Happy Phantom
    Me and a Gun
    Flying Dutchman (Alternate Mix)
    Girl
    Winter
    Take To The Sky (Russia)
    Tear In Your Hand
    China
    Sweet Dreams
    Mother (Alternate Mix)
    Little Earthquakes

    Disc 2

    Cornflake Girl
    Honey
    Take Me With You
    Baker Baker (Alternate Mix)
    The Waitress (Alternate Mix)
    Pretty Good Year
    God
    Cloud On My Tongue
    Past the Mission (Alternate Mix)
    Bells for Her
    Yes, Anastasia (Alternate Mix)
    Blood Roses
    Mr. Zebra
    Caught a Lite Sneeze (Alternate Mix)
    Professional Widow (Merry Widow Version – Live)
    Beauty Queen / Horses
    Father Lucifer
    Marianne

    Disc 3

    Walk To Dublin (Sucker Reprise)
    Hey Jupiter (Dakota Version)
    Professional Widow (Armand’s Star Trunk Funkin’ Mix)
    Putting The Damage On
    Bliss (Remixed Version)
    Suede
    Glory Of The 80s
    1000 Oceans
    Concertina (Single Remix Version)
    Lust
    Datura
    Sugar (Live from sound check)
    The Waitress (Live)
    Snow Cherries from France
    Doughnut Song (Remixed Version)

    Disc 4

    A Sorta Fairytale
    Not David Bowie
    Amber Waves
    iieee (Remixed Version)
    Playboy Mommy (Remixed Version)
    The Beekeeper
    Jackie’s Strength
    Zero Point
    Sweet the Sting
    Ode To My Clothes
    Spark
    Intro Jam / Marys of the Sea
    Cruel” (Remixed Version)
    Dolphin Song
    Gold Dust

    Disc 5

    The Pool
    Never Seen Blue
    Daisy Dead Petals
    Beulah Land
    Sugar
    Cooling
    Bachelorette
    Black Swan
    Mary (Tales Version)
    Peeping Tommi
    Toodles Mr. Jim
    Demo Medley:
    Fire-Eater’s Wife/Beauty Queen (Demo)
    Playboy Mommy (Demo)
    A Sorta Fairytale (Demo)
    This Old Man
    Purple People
    Here. In My Head
    Hungarian Wedding Song
    Merman
    Sister Janet
    Home On The Range
    Frog On My Toe


    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:06 PM - 1 comments


    Sonho esquisitinho


    Essa noite eu sonhei que eu tive um bebê, um menino muito bonitinho, mas não tinha leite para amamentá-lo. Eu fiquei desesperada! Não aceitava que lhe dessem a mamadeira e corria por todos os lados gritando para todas as pessoas que estivessem perto: MAS E OS ANTICORPOS? COMO ELE VAI FICAR SEM OS ANTICORPOS? OS ANTICOOOOOOOOORPOS! Era caso de vida ou morte.

    Será que toda a químca e biologia tão me fazendo pirar?

    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:17 PM - 5 comments


    Um dia de folga


    Sabe quando as coisas começam a incomodar tanto a ponto de você não aguentar mais? É o que estava acontecendo com aquela faculdade: matérias sem muita aplicação aparente, dificuldade elevada, sensação de impotência, falta de reconhecimento, carca horária exagerada, longas horas de transporte público e por aí vai. Eu já estava de saco cheio, chorava quase todo dia perguntando a qualquer um que aparecia na minha frente: "Que diabos eu estou fazendo nesse curso? A tal vida adulta é realmente tão insuportável? Eu vou ser sempre tratada como um número a partir de agora?". Eu estava com saudade do tempo em que as coisas eram mais fáceis, em que havia tempo para aprender um pouquinho de tudo, ler uns bons livros, ter qualquer informação sobre o mundo e ainda por cima se divertir.

    Ontem, cansada da tal especialização, eu tive uma idéia: ia desistir da aula da tarde, voltar pra casa, comprar umas revistas sobre política, história e afins, comprar alguns livros e colocar meu lado "humano" em prática. Comprei uma revista e dois pocket-books em inglês (porque estavam mais baratos e o meu inglês está enferrujadíssimo) que eu vou comentar depois de ler. Comecei a ler a revista e a me sentir menos alienada, estudei um pouco para a prova e descansei bastante. Eu admito, ainda fiquei um pouco mal a noite, mas foi um dia bem válido.

    Hoje de manhã eu resolvi colocar meu ideal de me tornar uma pessoa melhor informada em prática. Peguei meu mp3, coloquei na rádio de notícias e comecei a escutar. Troquei para a música enquanto estava no metrô e quando saí voltei para a rádio e tive a triste notícia: era horário eleitoral! Desisti, voltei pra música. Eu tinha me esquecido do horário eleitoral das sete da manhã.

    Cheguei na faculdade, a tal prova de Química Analítica (matéria detestável) seria na primeira aula. Todo mundo estava meio desesperado tentando dar uma última relembrada no assunto. Eu nem toquei no caderno. Queria mesmo é ir mal na prova para ter coragem de trancar a matéria. Fiz a prova sem me preocupar muito e sabe o que aconteceu? Não fui mal o suficiente! Deu talvez para garantir um seis (pra quem achava que quatro era muito, tá ótimo), não vou trancar.

    O efeito do dia (quer dizer, da tarde) de folga foi um pouco atrasado, mas resolveu aparecer. Hoje foi um dia ótimo! Não estou com vontade de desistir, não estou preocupada com a minha futura vida profissional. Quero mesmo é começar o meu novo livrinho...

    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:15 PM - 4 comments


    Diversões universitárias


    Quando estava no colégio, eu gostava de estudar, de assistir aulas, de muita correria. Hoje em dia eu gosto mesmo é de fim de semana, de feriado, de férias, de matar aula, de conversar em aula, de ouvir música em aula, de dormir em aula,de cinema após a aula, de intervalo entre as aulas...

    Rabiscado por Strange Little Girl - 10:03 PM - 2 comments


    Nada como bons amigos



    Eu achei que nunca mais encontraria amigos que valessem tanto a pena como aqueles do colégio, mas estava errada. Meus novos amigos podem até ser diferentes dos antigos, mas são excelentes. A gente se diverte muito! Até andar pela faculdade, "assistir" aula e pegar ônibus lotado a noite fica muito legal, dá pra rir bastante.

    Esse fim de semana (tirando o domingo, que foi meio deprimente) foi ótimo. Na sexta-feira, a gente tinha decidido ir a algum bar da Paulista depois da aula, mas acabou que a gente foi a pé a um pertinho da faculdade. Ninguém ficou bêbado (porque isso é extremamente sem graça), a comida tava boa e todo mundo quase morreu de rir. Até eu, que sempre fui a moralista-mor que criticava o povo baladeiro do fundão, gostei muito. Acho que estou quase reconsiderando as festas da faculdade, elas podem ser bem divertidas se a companhia é boa.

    No sábado, a gente comeu tempurás e camarões fritos na Liberdade e também comprou várias caixinhas de sushi para comer em casa, já que estava chovendo e não dava pra comer nos banquinhos do metrô. Daí, a gente jogou uma partida acirradíssima de War que durou horas e rendeu vários gritos e palavrões. Muito bom.

    Ainda não é aquela minha idealização de amizade profunda na qual as pessoas se entendem sem nem mesmo conversarem, mas ainda assim é algo que me deixa bem feliz. Talvez o tempo de convivência ainda traga essas coisas.

    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:33 PM - 1 comments


    Dúvida cruel


    Qual o problema da minha vida universitária? A faculdade? O curso? Os professores chatíssimos? As matérias básicas? A falta de tempo? A ausência de matérias de Humanas? Tudo junto? Ainda vou descobrir.

    Eu sei que insisto demais no mesmo assunto, mas espero reler isso depois de um tempo, rir e pensar: "Nossa, agora já tá tudo melhor!".

    [editando] Acho que já descobri o problema: é a especialização. Eu gosto de química tanto quanto eu gosto de física, biologia, literatura, história, geografia, psicologia, sociologia, etc. Não aceito a idéia de só poder estudar uma matéria. Eu ficaria bem mais feliz se as aulas fossem em um só período. Eu fico 14 horas por dia fora de casa por causa daquela faculdade, não leio um bom livro há meses. [/editando]

    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:05 PM - 0 comments


    Boas ações


    Eu estou um desastre no quesito boas ações.

    Me lembrei disso quando estava quase saindo de um banho de mais de meia hora. Quanta água desnecessária eu tinha jogado fora? Muita. Fiquei com medo até de pensar em calcular. Mas a verdade é que pensar no assunto não resolve nada, afinal eu já gastei. Tudo bem, eu não faço disso sempre, mas não é legal, nem algumas vezes. E como um pensamento sempre leva a outros, eu também me lembrei que nunca separei o lixo de casa pra reciclar. O motivo? Preguiça.

    Pois é, estou me sentindo meio "adulta" (no sentido ruim da palavra). Todo mundo diz que quando você cresce você perde aquele desejo de mudar o mundo pra melhor e acaba se conformando com tudo. É o que tá acontecendo. Eu sempre achei certo ajudar as pessoas, mas nunca dedico cinco minutos a alguma questão social. Na minha faculdade, no início de cada ano, é feita uma jornada para fazer exames clínicos em pessoas mais pobres. Eu pensei em ir quando comecei o curso, mas acabei decidindo pelo contrário. Não estava com vontade. E sabe de uma coisa? Eu tenho muito medo dessa minha falta de vontade.

    Eu nunca me senti tão alienada como nos últimos tempos. Faz meses que eu não leio nem uma notícia, sei o que acontece ouvindo o que os outros me dizem (sim, isso é uma ofença para quem estuda qualquer ciência humana). Porra! Eu gosto das humanas, gosto de ler, gosto de saber as coisas! Esse negócio de vida acadêmica tá me contaminando demais...

    Rabiscado por Strange Little Girl - 10:48 PM - 1 comments


    Telepatia



    Eu queria poder enxergar os sentimentos de uma pessoa enquanto estivesse perto dela. Queria uma telepatia involuntária e totalmente sincera, em que todos fossem obrigados a expressar suas verdadeiras opiniões sobre aqueles que estivessem a sua volta.

    Tudo bem, eu sei que não daria certo. As relações sociais são baseadas em mentiras. As pessoas não querem ouvir a verdade uma das outras, isso dói muito. Mas eu realmente desejaria que essa transmissão de pensamento existisse, nem que fosse para haver os botõenzinhos "transmitir informação" e "receber informação".

    Eu já cometi tantos erros por não conseguir entender as pessoas.

    Foram tantas oportunidades perdidas. Eu já admirei muito tantas pessoas e desejei estar próxima delas para ouvir suas histórias, seus problemas, conhecer mais sobre suas vidas, mas mal tive coragem de comentar qualquer coisa que não fosse trivial. Eu acreditei que não era boa o suficiente para elas e as deixei de lado, prontas para serem conquistadas por alguém mais. Imagine se eu soubesse o que elas realmente pensavam sobre mim: se fosse bom, eu me aproximaria, se fosse ruim, eu deixaria de lado ou tentaria mudar minha abordagem.

    E todo o tempo que eu perdi com quem não valia a pena e estava comigo a penas por algum interesse? Eu me enganei tanto com palavras bonitas, sorrisos meigos e excesso de simpatia. Muitas vezes eles eram apenas falsidade ou eram o modo daquela pessoa esconder sua verdadeira personalidade. Por dentro, muitas só queriam mesmo aquela coisa superficial, suas vidas estavam fechadas para qualquer um que tentasse entrar.

    E as pessoas que se importavam comigo e não receberam minha atenção? Eu não consegui enxergar muitas delas. Já houve pessoas que me passaram a impressão de mal saberam o meu nome e que em um dia de despedida me mostraram um carinho que eu nunca poderia ter imaginado. Eram aquelas que eram tímidas, inseguras e não conseguiam dizer o que estava em suas mentes.

    Eu queria mesmo poder dedicar a atenção e o tempo certo a quem merece isso e vai me fazer feliz.


    Rabiscado por Strange Little Girl - 10:19 PM - 5 comments


    Sumi!


    Pois é, acabou a semana de "férias" e com ela foi-se todo o tempo que eu tinha pra postar, comentar e brincar com o meu template.

    No feriado eu fui visitar meus avós no interior. Comi demais! Tinha coxinha, cigarrete, empada, pão de queijo, bolo de abacaxi, tomate seco, berinjela em conserva. Hmmm. Devo ter engordado ainda mais lá. Hoje eu compensei, nem comi a mousse de chocolate do "tio das massas".

    Hoje tive duas provas: química inorgânica e físico-química. Muito estranhamente, eu fui bem exatamente naquela que eu não tinha entendido nada (inorgânica). O professor de físico-química fez duas provas diferentes. Eu sabia responder exatamente aquela que não tava comigo.

    Meu deus, que calor é esse? Eu quero aquele inverninho de volta.

    Nossa... como esse post ficou sem graça. Quando aparecer um tempinho eu escrevo algo melhor!

    Rabiscado por Strange Little Girl - 10:23 PM - 2 comments


    Quando as pessoas mudam pra pior


    Sim, eu sou a favor da mudança. Ela faz uma pessoa sair de sua antiga rotina, conhecer estilos de vida diferentes, pessoas novas e assim ter uma possibilidade de ser mais feliz. O que eu não suporto é quando as pessoas mudam pra pior, pelo menos pra pior em relação a mim.

    E foi o que aconteceu. Eu tinha (digo tinha porque eu não tenho mais certeza de nada) uma amiga, melhor amiga de colégio. Ela era do tipo quietinha, gostava de escrever, de filosofar sobre a vida, de jogar video-game, etc. Ela sempre tinha algum problema, era fechada no próprio mundinho, meio "dark", mas era só sair do colégio que a gente conseguia conversar normalmente. Eu sempre fui muito mais preocupada com as aulas que ela, mas no final a gente se respeitava, era legal.

    Até que aos poucos as coisas foram mudando. A gente se distanciou muito no último ano, ela começou a andar com uma outra menina que também não fazia nada no colégio enquanto eu fazia cursinho super preocupada com o vestibular. Eu até que não me importei muito, entendi que eu tava insuportável e ela não tinha mudado muito seu jeito de ser.

    E eis que acontece o pior. As aulas acabam, ela entra em uma faculdade particular, se muda para uma cidade maravilhosa para fazer um curso que é melhor que férias. Longe da mamãe, do antigo colégio e de qualquer grande responsabilidade ela se torna a típica menina popular, dorme sempre na casa de um amigo novo, sai a noite, se torna a pessoa mais feliz do mundo. Logo ela vira a vaidade em pessoa: vários xampus, condicionadores, cremes, produtos de maquiagem, até depilação no cabeleireiro! E não é só isso, ela se tornou a atitude em pessoa. Não se importava mais com as conseqüências de nada, o importante era ser feliz. O esquema era esse: qualquer coisa que eu quero eu vou conseguir.

    Eu não sou contra a felicidade dos outros, não enquanto ela minimamente tolerável. O problema é que nesse caso ela se tornou insuportável e por um tempo me causou inveja, muita inveja. Eu não podia ouvir o nome da menina que me sentia mal: "cara, ela é tudo o que eu não sou, tem tudo o que eu não tenho".

    Mas a inveja acabou rápido. Acabou quando eu percebi que ela só se importava com os novos amigos. Afinal, eu não tinha mais graça. Eu era a menina "nerd" que fazia uma universidade de gente doida, não era divertida. Meu deus, como eu fiquei chateada.

    Hoje eu a vi novamente. Trouxe um amigo pra casa. Quase não pronunciou dez palavras comigo, só me procurou para pedir se podia usar meu gravador de DVD. Ainda não ligou o video-game. Só se encheu de maquiagem, procurou suas bijuterias, passeou com o novo amiguinho, combinou de cozinhar várias tortas, reclamou que tudo era "ridículo". Uma gracinha!

    Meu, como eu tô com raiva. Tô com vontade de pegar a menina pelos cabelos e gritar pra ela: COMO VOCÊ SE TORNOU UMA CRIATURAZINHA NÃO FÚTIL, TÃO NOJENTA! E AINDA POR CIMA CONSEGUIU SE ESQUECER DE QUEM SE IMPORTA COM VOCÊ? Eu quero mandá-la pro último dos infernos... nunca me senti tão desprezada.

    PS: Pode até ser que eu tenha alguma culpa em tudo isso, mas não importa, o ressentimento é maior, muito maior que a minha capacidade de me auto-avaliar.

    Rabiscado por Strange Little Girl - 5:38 PM - 7 comments


    Eu não sirvo para a ciência



    Eu não sei desenhar, pintar, tocar instrumentos musicais ou escrever poemas, mas mesmo assim não sei se gosto muito da ciência. Fui parar nela por acaso: "Eu não tenho talentos, até gosto de fazer contas, entendo as coisas facilmente, então é isso o que eu vou fazer!". É, eu até tenho uma facilidade e prefiro trabalhar com assuntos mais impessoais, mas isso é tão sem graça! Eu gosto é da ciência facilitada das revistinhas de curiosidade e dos livros de colegial, não de produzir ciência. Não quero repetir o mesmo experimento quinhentas vezes alterando as variáveis pra aplicar alguma fórmula, calcular a incerteza e chegar a um resultado que não vai mudar em nada a minha vida.

    Isso simplesmente não me proporciona nenhum prazer. É um trabalho, uma obrigação relativamente "interessantinha" a qual eu me esqueço logo ao chegar em casa. Eu não sou metódica o suficiente. Eu até gosto das ciências humanas e da psicologia, mas elas continuam sendo ciências e é incrível como até mesmo o curso da área de conhecimento mais interessante consegue se tornar entediante. Será que isso só acontece na minha universidade?

    Algum dia eu ainda vou descobrir o realmente quero, só o tempo vai me dizer isso. Talvez ensinar, para poder mostrar esse mundo da ciência para os meus alunos como algo interessante ou simplesmente mudar totalmente de área. Provavelmente eu vou acabar em algum emprego comum, aumentando o meu currículo em alguma área da ciência e juntando dinheiro para gastar.

    Por enquanto eu vou continuar gostando mesmo é do humano, do psicológico, da natureza como algo bonito e místico, da música, dos bons livros e filmes, das coisas que conseguem mexer com os meus sentidos e sentimentos, das férias e dos feriados! Essas coisas sim tem mais a ver comigo. Só queria ter mais certeza pra que lado seguir. Gostava daquela época que a gente aprendia de tudo um pouco!

    Rabiscado por Strange Little Girl - 8:52 PM - 5 comments


    Tori Amos



    Como a Tori Amos é praticamente uma desconhecida aqui no Brasil e eu não tenho talento para escrever boas biografias, resolvi copiar esta pequenininha aqui que eu encontrei no site Answers.com.

    "Tori Amos (born Myra Ellen Amos) was one of several female singer/songwriters who combined the stark lyrical attack of alternative rock with a distinctly '70s musical approach. Her music falls between the orchestrated meditations of Kate Bush and the stripped-down poetics of Joni Mitchell. In addition to reviving the singer/songwriter traditions of the '70s, Amos revived the piano as a rock & roll instrument. With her 1992 album, Little Earthquakes, Amos built a dedicated following that continued to expand with her second album, Under the Pink.

    Born in North Carolina but raised in Maryland, Amos was the daughter of a Methodist preacher. By the age of four, she was singing and playing piano in the church choir; she began writing her own songs shortly afterward. Amos won a scholarship to Baltimore's Peabody Conservatory based on her instrumental prowess. While she was studying at Peabody, she became infatuated with rock & roll, particularly the music of Led Zeppelin. She began writing pop ballads and performing in local bars. Amos moved to Los Angeles in her late teens to become a pop singer.

    Atlantic Records signed her in 1987, recording an uninspired pop-metal album called Y Kant Tori Read the following year. The record was a complete failure, attracting no attention from radio or press and selling very few copies; nevertheless, she didn't lose her record contract. By 1990, Amos had adopted a new approach, singing spare, haunting, semiconfessional piano ballads that were arranged like Kate Bush but had the melodies and lyrical approach of Joni Mitchell. Atlantic sponsored a trip to England in 1991, where she played a series of concerts in support of an EP, Me and a Gun.

    The harrowing "Me and a Gun" was an autobiographical song, telling the tale of Amos' own experience with rape. It gained positive reviews throughout the media, and both the EP and the concerts sold well. Little Earthquakes, Amos' first album as a singer/songwriter, was released in late 1991 and sold well in both the U.S. and the U.K. In 1992, she released the Crucify EP, which featured three covers, including Nirvana's "Smells Like Teen Spirit" and Led Zeppelin's "Thank You." Delivered in early 1994, Under the Pink, the full-length follow-up to Little Earthquakes, was a bigger hit, selling over a million copies and launching the minor hit singles "God" and "Cornflake Girl." Two years later, Amos delivered her third album, Boys for Pele, her most ambitious and difficult record to date. The album debuted at number two and quickly went platinum. Amos spent much of 1997 dealing with personal matters, including a miscarriage and a marriage, and working on her fourth album, From the Choirgirl Hotel, which was released in the spring of 1998. The two-disc To Venus and Back followed in 1999 to coincide with a tour with Alanis Morissette. In 2001, Amos returned with the covers album Strange Little Girls, which also marked her last release for Atlantic. The next year, she found a new label home with Epic and followed with Scarlet's Walk in October. Her eighth studio album, an autobiographical record titled The Beekeeper, was released in 2005. ~ Stephen Thomas Erlewine, All Music Guide"

    Eu conheci a Tori há uns quatro anos, achei as músicas bonitinhas, mas não dei atenção. Até que eu comecei a escutar todas as outras músicas (sim, não dá pra conhecê-la através de uma ou duas músicas, algumas são bem difíceis de se escutar) e pronto, ela se tornou uma das minhas artistas favoritas. Para dar uma "idéia inicial" de quem é Tori Amos eu vou tentar selecionar alguns vídeos (com músicas de épocas diferentes) para colocar aqui.

    Little Earthquakes:



    Under the Pink:



    Boys for Pele:

    From the choirgirl hotel:

    To venus and back:



    Scarlet's walk:



    The beekeeper:

    Bem, se alguém se interessar, eu recomendo esses sites abaixo. Eles têm milhares de músicas (ao vivo, rádio, TV, covers, b-sides, etc) para fazer download, além de serem muito bons.

    http://www.yessaid.com/download.html
    http://www.hereinmyhead.com/sounds/
    http://www.thevelvets.com/music.htm


    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:12 PM - 7 comments


    Melhores amigas



    Eu adoro todos os meus amigos de "diversão", aqueles que eu vejo quase todos os dias e com os quais eu converso, dou muitas risadas, almoço junto, vou ao cinema e passeio bastante. Eles são ótimos e conseguem me deixar feliz, conseguem fazer com que eu tenha ótimos dias, mas ainda assim eu sinto falta daquelas melhores amigas pra quem eu posso contar tudo o que me vem em mente.

    Eu não consigo me sentir plenamente satisfeita conversando apenas coisas "triviais" com as pessoas. Eu preciso daqueles momentos introspectivos... conversar sobre sentimentos, medos, relacionamentos, experiências passadas com aquelas amigas que parecem entender (ou ao menos ouvem) tudo o que se passa dentro dessa minha cabecinha. Sabe, passar horas e horas ao telefone ou uma noite inteira conversando sobre tudo, com aquela "sintonia" que a gente consegue tão pouco com as pessoas.

    Minhas amigas não são totalmente parecidas comigo, nem é isso o que eu quero. Pena que eu não vejo nenhuma delas no meu dia a dia... dá uma falta, uma vontade de dizer um monte de coisa que fica na ponta da língua mas não tem alguém com o mesmo desejo de ouvir.

    É tão bom poder compartilhar esses nossos mundinhos...

    Rabiscado por Strange Little Girl - 7:23 PM - 3 comments


    A mulher brasileira


    Uma amiga minha da faculdade tava me contando que um grupo de europeus foi na casa dela levar um amigo francês do irmão dela para morar junto com eles. Lá tinha um alemão que, conversa vai, conversa vem, disse o seguinte sobre as mulheres brasileiras: "elas são fáceis, é só oferecer uma lata de cerveja que elas já dão pra você". Meu deus! Então essa é a imagem que os estrangeiros têm das mulheres brasileiras?

    Eu fiquei horrorizada, não quero que essa seja a imagem que tenham do meu país lá fora. As mulheres com as quais eu convivo estudam, trabalham, se valorizam, não aceitam qualquer coisa em troca de um homem e por causa de muitas outras que se acham melhores por ficar com qualquer um eles criam essa imagem do Brasil.

    É só aparecer um "gringo" qualquer que um monte de garotas já caem em cima dele achando tudo aquilo o máximo. Eu não sei como definir isso: futilidade? ignorância? promiscuidade? tudo junto?

    Eu não quero parecer moralista, mas tem alguma coisa errada com os nossos valores. Não é legal ser a "loira" gostosa de biquini que só se diverte, enche a cara, dá pra qualquer um e se orgulha de não ter informação (ou finge não ter informação). Tudo bem, as pessoas devem ter liberdade sexual, devem ter o direito de fazer o que tenham vontade, mas elas devem dar o mínimo valor a si mesmas. Qual é a vantagem de ficar com alguém que certamente te chamará de puta para todos os amigos?

    Eu adoro o Brasil, não sairia daqui de jeito nenhum, mas às vezes dá vergonha desse país.

    PS: Tá bom, a culpa não é inteiramente das brasileiras. Eles não têm tanta liberdade lá, não vêem essas coisas normalmente, então quando chegam aqui criam uma imagem ruim da gente. Mas também as mulheres não deveriam sair com alguém que não as respeita, né?

    Rabiscado por Strange Little Girl - 11:48 AM - 7 comments


    Química Analítica Qualitativa



    Análise I.

    Íons que podem estar presentes: Na+, K+, Sr2+, Ba2+, Ca2+, Mg2+, NH4+, CO32-, NO2-, NO3-, Cl-, I-, Br-, SO42-.

    Início: 8:00 am

    1ª parte: provas com a amostra "sólida"

    - Vai abrindo o seu armário e colocando as coisas em cima da bancada. Eu vou catar as minhas coisas enquanto a fila pra amostra diminui.
    - Meu deus! Que porra de amostra é essa? Meu "sal" tá melequento!
    - Vamo fazer a prova do carbonato. Deixa eu pegar o tubo em U. Ai, as rolhas tão erradas! A com furinho é do outro lado! Me ajuda a colocar outra, ela tá mto pequena!
    - Tá, o negócio ficou "branquinho". Será que isso é um precipitado? (Umas meninas me respondem que é pra fazer mais uma vez) Não vai dar tempo de fazer mais uma vez! Tá, carbonato, eu vou acreditar.
    - E agora o amônio. Tá, o papel não ficou azul e o lugar não começou a ficar com um cheiro estranho, então não tem.
    - É a vez do cloro. Vai buscar o dicromato lá atrás. Nossa, é difícil enfiar essa meleca em um tubinho. Será que isso são três partes da massa da amostra? Meu, me ajuda aqui, eu to tremendo e vou derrubar esse ácido sulfúrico concentrado na mão. Xi... não era pro gás sair vermelho, tá amarelo e nem passou direito pro outro tubo. Ah, não tem cloro.

    2ª parte: extrato com soda

    - Será que tem amostra o suficiente pra fazer o teste? (Pergunto para a professora) Tem, tá bom. (Coloco o carbonato de sódio) Jesus, não tá parecendo precipitado, tá parecendo algodão! Tudo bem, deve ser isso. Vou escrever equação enquanto o negócio ferve.
    - (Filtro o negócio) Tá, agora tenho o meu filtrado. Agora tem que fazer ele ficar ácido. Cadê o ácido acético diluido? Não fica ácido! Ah, vai o concentra do mesmo. (Enquanto isso o diluído do meu namorado não ficava ácido de jeito nenhum. De tanta coisa que jogou lá o negócio precipitou de novo e teve que filtrar!)
    - Vamos ver se tem potássio? Cadê o etanol? Porra! O negócio precipitou antes de colocar o ácido, como eu vou saber se vai precipitar ainda mais? Tá, eu acho que precipitou. Vou escrever que tem potássio.
    - Agora é o iodo e o bromo. Tá, o negócio não mudou de cor. Segunda prova que dá realmente certo!
    - E o sulfato? Tá, tem sulfato, precipitou com o bário.
    - Tomara que não tenha nitrito! Hmm... não deve ter, essa não foi a cor que eu vi da última vez.
    - Eba, tem nitrato. Formou o "anel"!

    3º parte: separacão dos cátions (o inferno)

    - Não vai ter béquer o suficiente pra filtrar tantas vezes!
    - Tudo bem, eu vou lavar esse sal de novo e depois filtrar.
    - Eba! Tem magnésio. Formaram estrelinhas. Tomara que tenha bário (eu tinha me esquecido que não ia ter bário com sulfato na amostra)!
    - (A partir daí eu não me lembro direito do procedimento. Só filtrei, filtrei, fervi, fervi, lavei béquer e mais béquer, fui procurar pazinhas de madeira e papéis indicadores...)
    - Tá, o negócio tá pedindo pra dissolvero sal com o mínimo possível de ácido clorídrico. Porra, já joguei quase o o tubo inteiro e o negócio não dissolve direito. Tá, já deve ter o bastante (erro fatal).
    - Não precipitou! Não tem bário... sniff sniff.
    - Agora falta só cálcio e estrônico. Jesus, o negócio fica branco mas não precipita! E eu ainda tenho que filtrar umas três vezes. Não vai dar, acabou a minha amostra! Tá, ainda tem aquele pouco no filtro, mas não vai dar tempo. Falta uns 20 minutos pro meio dia. Porra, fudeu! (chilique fenomenal).
    - Tudo bem, eu já tenho 5 coisas de mais ou menos 7. Faltam só duas, eu vou chutar. Vou enfiar esse sal no fogo e ver que cor fica. Ai, essa meleca não gruda no meu clips! Nem com o ácido! Tá, ficou rosa, vermelho, laranja. Jesus! O rosa é o magnésio. Laranja e vermelho, tá, não é convincente, vou inventar que é o cálcio e o estrôncio.
    - (Copio as reações do caderno sem entender nada e entrego na mesa da professora).

    4º parte: lavando a bagunça (o inferno parte II)

    - Vamo lavar tudo isso! Já é mais de meio dia.
    - Não tem pia pra todo mundo. Vai lavando os vidros de relógio (que se multiplicaram) e os béqueres enquanto eu jogo a papelada fora e dou um jeito nessa bancada (que tava porca).
    - Eu quero uma escovinha de lavar tubo (tem umas 5 pra 40 alunos). Escovinhaaaaaaaaaaaaaaa??
    - Deixa as coisas no sol ali, pra depois levar tudo pro armário.
    - Eu não consigo tirar o detergente disso tudo! Sempre fica um pouco!
    - Eba! Escovinha!!!
    - Pronto, já tá tudo guardado? Eu não aguento mais ficar nesse laboratório.

    Fim: pouco após 1:00pm

    Meu deus, que disciplina maldita. A sala inteira tava um caco, o povo sentava na escada, ia andando meio infeliz até o bandejão. Eu engoli um "maxi chocolate" e uma caixinha de suco. Parecia que eu tinha andado pela 25 de março durante um dia inteiro: doia tudo! Troquei o bandejão por um negócio mais gostoso de frango com catupiry. Tentei entrar na aula de bioquímica, mas não tava entendendo é nada. Voltei pra casa desesperada por uma cama, deitei. Não fiz mais nada no resto do dia.

    Rabiscado por Strange Little Girl - 9:52 AM - 1 comments


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