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Allison Crowe
 Descobri essa cantora/compositora/pianista hoje a tarde e foi amor a primeira vista. Eu estava escutando uma daquelas rádios de internet (bem, nesse caso um programa, o Last.fm) em que você coloca os estilos e artistas que você gosta e elas tocam músicas similares, digitei "Tori Amos", "Loreena McKennitt", "Fiona Apple" e "Sinead O'Connor" e no meio de um monte de rock barulhento (eu respeito o estilo mas não consigo escutar!) eu encontro uma musiquinha com cara de coisa que eu normalmente gosto (raridade) e vou pesquisar no Google. O site oficial dela é bem legal, tem praticamente todas as músicas em mp3 para download. Encontrei até uma versão cover de "Playboy Mommy" da Tori. Ficou um pouco esquisita, mas eu até gostei. Mesmo assim eu ainda preferi as músicas da própria Allison, ficam melhores para a voz dela, que me lembra um pouco a voz da Karin Bergquist do Over the Rhine (uma dupla americana totalmente desconhecida que eu também adoro). Ainda não prestei atenção nas letras, mas pelo menos as músicas e a voz realmente valem a pena. Para saber mais: http://www.allisoncrowe.com/
Rabiscado por Strange Little Girl - 11:11 PM -
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Um grande projeto
Eu gosto de estar ocupada, de ter uma montanha de objetivos para cumprir. É cansativo, mas sempre quando tudo acaba vem aquela sensação de crescimento, de trabalho cumprido. Não sei até que ponto isso é bom. Às vezes eu tenho a sensação de que eu apenas me engano com essas pequenas conquistas, de que elas nem mesmo são em uma área que me influencia pessoalmente. Na realidade, eu nem sei que área seria essa. Deve ser alguma criação da minha mente insatisfeita. Eu estudo algo totalmente impessoal, eu escolhi assim. Tive medo de fazer alguma coisa que exigisse a minha opinião, acho que sou subjetiva demais, mas sinto falta disso. Talvez eu pudesse gostar de estudar algo na área de humanas, artes e alguma psicologia. Não tenho certeza. Eu considero a área das artes tão incrivelmente interessante, mas não tenho talento algum para qualquer coisa que seja. Não consigo escrever uma linha de uma narração, não consigo nem esboçar um poeminha romântico adolescente! Eu acredito que eu daria toda a minha medíocre habilidade de aprender alguma física, química ou matemática para conseguir ao menos expressar com as palavras certas as coisas que se passam dentro de mim. Eu sinto que a minha existência não tem sentido, que falta algum grande projeto. Sabe, um concurso concorrido para um grande emprego (tudo bem, essa não foi a comparação mais interessante) ou coisa do tipo. É tão bom ter que se esforçar muito mesmo para conseguir algo difícil. A única coisa realmente "grande" que eu consegui foi entrar direto em uma universidade pública quando achei que não estava preparada. Foi bom, apesar de eu ter entrado em um grande hospício, hehehe. O que eu não tenho certeza é do meu objetivo ao querer fazer algo muito grande. Eu acho que eu quero o objetivo mais pelo reconhecimento que pelas coisas boas que sua conquista me trará. Sabe, eu quero ser parabenizada, quero ganhar a estrelinha dourada da professora do primário. Eu sei que isso é errado, mas fazer o que? É bom ouvir dos outros que o que você fez foi bom. Eu ainda não conquistei uma confiânça tão grande para acreditar totalmente no que eu faço e tapar os meus ouvidos para as opiniões alheias. Deve ser bom fazer algo que lide com toda essa confusão que passa dentro das nossas mentes, como escrever, compor, pintar, tocar algum instrumento musical... Eu admiro tanto as pessoas que conseguem colocar todas as suas crenças e convicções para fora na frente de uma multidão imensa que pode querer "apedrejá-las". Não aquelas crenças que fazem parte do senso-comum e todo mundo aceita, mas aquelas coisas que as pessoas normalmente escondem para evitar problemas. Tudo bem que eu não tenho nenhum passado negro, talvez alguma pequena "lista de desejos", mas nada demais. Sinto que tenho errar mais, que me arriscar mais, que fazer coisas "sem noção", nem que seja para poder contar histórias...
Rabiscado por Strange Little Girl - 10:23 PM -
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Rabiscado por Strange Little Girl - 4:20 PM -
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Postagem non-sense
Eu tenho um mundinho próprio onde eu só consigo chegar através da música, de um bom livro ou da minha imaginação. Não é um mundo com imagens ou entidades míticas, é apenas um estado emocional. Talvez ele tenha alguma imagem... é um lago clarinho com a água não muito fria, uma grama bem feita, um céu estrelado e aquela brisa de um dia quente que ficou frio quando anoiteceu. Eu amo quando as pessoas conseguem me transportar pra esse mundo ou quando elas entram nele. Eu acho que essa é a minha interpretação dos verbos "adorar" ou "amar". Eu sei quando eu sinto essas coisas quando vejo essas pessoas entrarem dentro do meu laguinho no campo. E já passaram várias pessoas por lá... pessoas que eu nunca conheci pessoalmente, amigos, e os tais amores no sentido "comum" da palavra. Eu também tenho vários amigos com os quais eu me divirto muito, com os quais eu me sinto extremamente bem, mas que não estão nesse mundinho. Eles fazem parte da vida real. Às vezes algum deles acaba entrando lá depois de uma longa conversa cheia de confidências. Eu queria poder ler a auto-biografia de cada pessoa que eu vejo pela frente. As pessoas nunca são o que parecem ser. Elas sempre agem de um jeito superficial e escondem um monte de coisa. Eu adoraria saber do que elas tem medo, o que elas amam, que situações elas já enfrentaram, onde é o mundinho especial delas. Todo mundo é muito mais complexo do que demonstra ser. Dessa forma eu evitaria erros gerados por preconceitos ou por não conhecer a pessoa o suficiente. Deve ser por isso que eu passei por tantos amores platônicos, às vezes você conhece muito mais sobre a vida de alguém que está longe, inacessível do que a de quem está perto de você. Hoje eu aprendi (mais ou menos) a separar o real do inacessível. Eu considero incríveis as pessoas que conseguem atingir o mundinho de muitas, muitas outras pessoas, e dizerem palavras que parecem ter sido feitas exatamente para cada uma delas, sem nem mesmo ler a auto-biografia de cada uma. Eu queria ser criativa, saber brincar com as palavras, criar comparações inusitadas, expressar a minha compreensão sobre os sentimentos das pessoas por meio de palavras. Eu posso até entender o que alguém está passando, mas não consigo expressar corretamente o que eu desejo. Eu me sinto extremamente hipócrita de vez enquando. Eu leio um bom livro, cheio de lições de vida, com personagens que agem da melhor maneira possível, que param de fazer o que estão fazendo para ouvir alguém, para demonstrar atenção.... daí eu me vejo em uma situação parecida mas não paro de fazer o que estou fazendo. Eu.... eu esqueci o resto.
Rabiscado por Strange Little Girl - 11:55 PM -
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Castigo
Às vezes eu me odeio. Eu reajo da pior maneira possível quando estou sob pressão. Ofendo até as pessoas que não têm absolutamente nada a ver com o problema em si. E detesto isso. Não, não consigo mudar... até consigo pedir desculpas, mas não consigo evitar. E as desculpas nunca vêm quando eu preciso. Eu percebo o erro quase que instantaneamente e aí quero o meu castigo. Quero acabar com a paciência de todos que estão a minha volta, quero deixá-los extremamente mal a ponto de todos virarem a cara e dizerem: "Eu te odeio. Você é uma imbecil, não quero ficar perto de você!" Eu quero isso! Quero que gritem de volta, que partam pra violência, que eu sinta a dor, o desprezo. Na hora essas sensações parecem necessárias, apesar de fazerem eu me sentir como o pior ser humano na face da Terra. Não suporto quando me ignoram... a situação fica muito, muito pior. Só quero ver que todo mundo ficou tão mal quanto eu. Daí eu fico feliz e tudo acaba. Tudo bem, não fico feliz. Normalmente eu não acabo com a paciência de praticamente ninguém, não sou desprezada e não recebo gritos de volta, mas o tempo também resolve o problema. A briga seria "melhor", mas o resultado seria pior e provavelmente o problema demoraria ainda mais para acabar. Que bom que nós humanos temos alguma consciência.
Rabiscado por Strange Little Girl - 11:44 PM -
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Decisões
"I said I found the secret to life, I found the secret to life, I'm okay when everything is not okay, Is not okay"Resolvi dar um grande foda-se para os problemas da vida e me apoiar nas coisas que eu realmente gosto. E isso deu certo. Eu quase enlouqueci com essa história de vida adulta... encontrar um emprego, ser melhor que os outros, se acostumar com a falta de tempo livre, descobrir que o mundo tá lotado de gente estressada sem vida pessoal que sempre tira notas melhores. É tanta exigência, tanta competição. Quase entrei nisso, mas acabei vendo que não dá certo. Foi muito estranho, eu estava acostumada a ser a "menininha-que-sempre-vai-bem" no colégio e de repente me vi em uma sala de aula onde quase todo mundo era igual ou melhor. Eu me senti imensamente culpada por não estudar todas as noites e fins de semana, mas desisti, parei de me comparar com os outros. Você precisa de uma média ponderada maior que oito para transferir algumas matérias para a noite e pegar um bom estágio integral. Minha média não dá pra isso. E daí? Eu lá quero trabalhar 12 horas por dia? Nem a pau... eu vou é trancar matérias, demorar mais um ano, fazer tudo devagar e bem calmamente. Afinal, quando eu tiver meus 50 anos, vai realmente ter importado se eu demorei cinco, seis ou sete anos para cursar uma faculdade? Resolvi me tornar a adolescênte que não fui enquanto eu tinha muito tempo livre. Não quero nem saber do emprego que vou conseguir daqui a cinco anos. Vou estudar, tentar passar de semestre, mas não vou pensar. Quando aparecer aquele curso importantísismo para a minha carreira, daí eu me preocupo. Eu quero mais é me divertir! Quero passar muito tempo com os meus amigos, com a minha família, com o meu namorado. Quero escutar música, ler bons livros, assistir a bons filmes, ir às festas que considerar interessantes, viajar, aprender a tocar piano, matar aula pra fazer tudo isso. É muito mais legal que fingir ser a intelectualzinha dedicada que a sociedade quer que eu seja! Pensar demais faz mal...
Rabiscado por Strange Little Girl - 9:14 PM -
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O Grito 2
Eu fui assistir a esse filme na última quinta-feira esperando que fosse piorzinho que o primeiro, como a maioria das continuações. Ele não foi só "piorzinho", foi PÉSSIMO! Cheio de clichês, parecia uma cópia de todos os filmes de espíritos dos últimos tempos. O filme chegou a ser cômico, uma das fantasmas (a psicóloga/coordenadora) era realmente engraçada: a sala inteira riu do "oooooohhh" retardadíssimo que ela deu. Isso sem falar em outras bizarrices, como a velha (mãe da fantasma principal) que falava inglês fluente quando praticamente todo mundo lá falava japonês! Peguei uma birra absurda de filmes de espírito: estão todos iguais! São sempre as mesmas cenas da banheira, do cabelo... todas as fantasmas parecem a Samara! É capaz que eu ainda continue assistindo a algum desses filmes, mas sinceramente, eu fico com os antigos. Eram muito mais criativos. Eu ainda prefiro um bom suspense ou um drama, mas até que gostei da refilmagem de "A Profecia" e de outros filmes, como "O Exorcismo de Emily Rose" e "Terror em Silent Hill" (depois de terem me explicado a história).
Rabiscado por Strange Little Girl - 7:23 PM -
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Ganhei a Morte
 Como já deu para perceber, o Neil Gaiman já começou a esvaziar os meus bolsinhos e também os das pessoas que estão próximas de mim. Outro dia estava eu lá na Siciliano andando pra lá e pra cá quando páro na frente da seção de quadrinhos e encontro a Morte. Daí eu pensei: mas esse não é o livro da introdução legal da Tori Amos? Peguei o livro, abri uma das primeiras páginas e encontrei lá a introdução com direito a biografia dela e tudo (eu nunca tinha visto o nome dela em uma livraria!). Dei uma folheada no livro, li o verso do livro e achei a idéia muito interessante. Eu não comprei o livro aquele dia, mas falei nele pelo resto da tarde. E não é que eu ganho o livro? De dia das crianças (ué, pra ganhar presente todo mundo se declara criança)! Li mais da metade do livro na faculdade e terminei em casa, tudo no mesmo dia. Excelente! Já estou programando comprar meus Sandman. Tudo bem, vai ser em doses meio homeopáticas por causa do precinho. Eu nunca me imaginei gostando de quadrinhos. Lá vai a introdução da primeira história. Deixei na versão original, porque a tradução ficou bem esquisita. "written by Tori Amos
It's funny but on good days I don't think of her so much. In fact never. I never just say hi when the sun is on my tongue and my belly's all warm. On bad days I talk to Death constantly, not about suicide because honestly that's not dramatic enough. Most of us love the stage and suicide is definitely your last performance and being addicted to the stage, suicide was never an option - plus people get to look you over and stare at your fatty bits and you can't cross your legs to give that flattering thigh angle and that's depressing. So we talk. She says things no one else seems to come up with, like let's have a hotdog and then it's like nothing's impossible.
She told me once there is a part of her in everyone, though Neil believes I'm more Delirium than Tori, and Death taught me to accept that, you know, wear your butterflies with pride. And when I do accept that, I know Death is somewhere inside of me. She was the kind of girl all the girls wanted to be, I believe, because of her acceptance of "what is." She keeps reminding me there is change in the "what is" but change cannot be made till you accept the "what is."
Like yesterday, all the recording machines were b R e A k I n G
D o W n again.
We almost lost a master take and the band leaves tomorrow and we can't do anymore music till we resolve this. We're in the middle of nowhere in the desert and my being wants to go crawl under a cactus and wish it away. Instead, I dyed my hair and she visited me and I started to accept the mess I'm in. I know that mess spelled backwards is ssem and I felt much better armed with that information. Over the last few hours I've allowed myself to feel defeated, and just like she said if you allow yourself to feel the way you really feel, maybe you won't be afraid of that feeling anymore.
When you're on your knees you're closer to the ground. things seem nearer somehow.
If all I can say is I'm not in this swamp, I'm not in this swamp then there is not a rope in front of me and there is not an alligator behind me and there is not a girl sitting at the edge eating a hot dog and if I believe that, then dying would be the only answer because then Death couldn't come and say Peachy to me anymore and after all she has a brother who believes in hope. " http://www.hereinmyhead.com/neil/death.html
Rabiscado por Strange Little Girl - 7:08 PM -
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Os filhos de Anansi (parte 2)
Consegui finalmente acabar o livro depois de um mês lendo nos metrôs e ônibus da vida e nos intervalos (muitas vezes criados por mim mesma) entre as aulas! Santo feriado! Adorei o livro do começo ao fim. É engraçado, quando eu tento contar para alguém do que se trata o livro eu não consigo de jeito nenhum, dá a impressão de que é uma historinha é chata. Mas meu, achei ótimo, me diverti do começo ao fim. O melhor de tudo eu acho que é a maneira como o Neil escreve, ele tem umas sacadas excelentes. Eu li o livro em inglês, perdi um pouco do conteúdo por causa de algumas palavras que eu não conhecia, mas mesmo assim eu acho que vale muito mais a pena ler a versão original, perde-se tanto na tradução! Gostei também das mudanças que vão ocorrendo com os personagens, do modo como eles vão se descobrindo, de todas as reviravoltas que acontecem. Ótimo. Já coloquei todos os outros livros do autor na minha lista do "eu quero"!
Rabiscado por Strange Little Girl - 6:59 PM -
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Ufa!
Acabaram! Acabaram as semanas de provas, acabaram os livros de química em todos os finais de semana, acabaram os relatórios, as análises, acabaram... até o final da semana que vem. Digo, a pior parte já passou, o resto vem em doses homeopáticas, mas o inferno só recomeça lá pro final de novembro. Agora eu estou quase em "mini-férias". Digo isso porque depois do feriado vai ter uma semana só de palestras na faculdade e como eu estou no primeiro ano e não vou entender palestra alguma eu resolvi não pagar e não ir. Vou colocar meus livros em dia, alugar todos os filmes que puder, atualizar esse blog abandonadinho, vou voltar a ter uma vida decente... por 8 dias... porque o segundo fim de semana vai ser dedicado a química inorgânica!
Rabiscado por Strange Little Girl - 9:25 PM -
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O ódio
Twenty kilograms of ice cream Existe sentimento mais próximo do amor que o ódio? Eles estão sempre lá, juntinhos, esperando o momento certo para aparecer. Quando o amor está lá, com todas as suas promessas de carinho e dedicação eternos, o ódio está logo atrás, com a mesma intensidade, com a mesma dedicação, só que dessa vez para o mal, para a destruição. Só que da mesma forma que um amor verdadeiro demora a nos dominar, o ódio necessita de muito, muito esforço para tomar o seu lugar. Ele vem aos poucos, a gente nem percebe. Ele está lá... nas pequenas discussões cotidianas, na ausência de reciprocidade, nas frustrações de cada tentavia, no abuso de autoridade, na completa destruição de esperanças há muito tempo cultivadas. Mas infelizmente, a esperança é a última a nos deixar. Ela resiste a cada ataque, resiste a cada desilusão, ela espera pacientemente por um longo tempo, até que um dia até ela é finalmente destruída e quando isso acontece, o ódio aparece de vez. E ele não vai mais embora. As antigas esperanças passam a causar nojo, o desejo de vingança toma o lugar do que antes era o desejo de fazer o bem, surge uma capacidade assustadora de se dizer as palavras mais duras possíveis, aquelas que destroem a felicidade de qualquer um... Nessa hora o melhor a se fazer é abandonar a fonte de todo o ódio e procurar um novo lugar para ser feliz, uma nova esperança.
Sabe, agora me deu vontade de te ver na minha frente. Talvez pra te dizer um "oi" educado, dar um abraço e, lembrando de alguma situação passada, soltar algumas lágrimas. Só que não se preocupe, nisso tudo não tem amor algum, é como ler um romancezinho de banca de jornal. O que eu quero mesmo, lá dentro, é te dar um tapa na cara, é te fazer sofrer, é te ver irritado de uma maneira que pareça que o demônio te possuiu, é te mostrar como a minha existência é melhor que a tua. Eu quero tanto criticar as tuas crenças, os teus amores, a tua vidinha sem graça, o teu emprego de quinta categoria. Quero simplesmente te mostrar como a tua existência não faz diferença alguma para o mundo.
Rabiscado por Strange Little Girl - 10:16 PM -
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Os filhos de Anansi
 Já fazia muito tempo que eu queria ler um livro do Neil Gaiman. Todas as propagandas tinham sido ótimas, mas eu não sabia exatamente se ia gostar, então adiei o meu desejo por quase um ano! Pensei em comprar algum Sandman, mas eles eram caros demais pra quem não tinha muita certeza. Acabei encontrando o pocket de Os filhos de Anansi por um precinho muito bom e comprei. Adorei o livro nas primeiras páginas! Fazia muito tempo que eu não lia algo que tinha um começo interessante. Ainda estou na metade do livro, mas ele já se tornou o meu fiel companheiro nas aulas chatas de físico-química e química orgânica. Até consegui superar meu enjôo de ler em metrô e ônibus para continuar! Como eu sou péssima pra escrever qualquer coisa que se pareça com uma resenha, vou copiar essa que eu achei no Omelete: "Os filhos de Anansi, de Neil Gaiman Por Érico Borgo27/6/2006 Neil Gaiman é um dos grandes responsáveis pela revolução dos quadrinhos que se iniciou no fim da década de 1980. Ao lado de Alan Moore e Frank Miller ele levou as histórias de super-heróis a um novo patamar. Diferente de seus companheiros de profissão, porém, Gaiman conseguiu atingir o público feminino, geralmente avesso a esse tipo de aventuras. O feito foi alcançado na consagradíssima série Sandman, na qual o autor aprimorou o estilo pelo qual é mais conhecido, a fantasia que coloca elementos do cotidiano ao lado de passagens históricas e arquétipos mitológicos distintos. Tudo metodicamente pesquisado e sensivelmente reunido. Pois Os filhos de Anansi, o mais recente romance de Gaiman - o primeiro desde Deuses americanos, de 2001 - segue justamente essa linha. Ele aproveita uma idéia surgida em Sandman - e já aproveitada em Deuses americanos -, a de que os deuses do passado, pelos quais já não existe mais fé, seguem existindo de maneira humilde, muitas vezes no mundo dos homens. Desta vez, porém, o escritor parece mais à vontade, menos preocupado em criar algo cosmicamente grandioso e mais interessado em seus personagens e suas vidas. E criar interesse pelos protagonistas é algo que Gaiman faz com grande competência já que todos são adoravelmente reais - enfrentam problemas com seus empregos, chefes irritantes, relacionamentos frustrados, etc. O "herói sem querer" da vez é o contador Charles Nancy, um sujeito que leva a vida de forma inercial na Inglaterra, sem grandes emoções. Chamado de Fat Charlie (Charlie Gordo) por todo mundo (mesmo sem ser tão gordo), ele tem uma namorada virgem, é desprovido de charme, não se mete em encrencas e aceita com desinteresse tudo o que a vida lhe coloca adiante. O típico perdedor. Parte dessa personalidade insossa, Charlie acredita, veio da relação com seu pai, um homem brincalhão e adorável que não perdia oportunidades para tirar sarro do filho. No entanto, ele não faz idéia da verdadeira natureza de sua família, algo que começa a mudar quando ele recebe a notícia da morte de seu pai na Flórida e vai ao funeral. Pra começar, ele descobre que o homem era o deus caribenho e africano dos chistes e histórias, Anansi. A outra revelação é que ele tem um irmão, Spider (Aranha), que herdou as características divinas de seu pai. E sua jornada está apenas começando... Apesar do começo pacato - que espelha a própria existência de Fat Charlie - o romance cresce exponencialmente conforme o protagonista investiga seu passado mágico. Mais uma excelente e bem-humorada obra de Gaiman, que prova novamente que, ele sim, é um verdadeiro filho de Anansi."http://www.omelete.com.br/games/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=3200
Rabiscado por Strange Little Girl - 9:26 PM -
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Piano
 Tomei uma decisão: vou aprender a tocar piano! Digo, não vou aprender exatamente a tocar piano porque ninguém que eu conheço tem um e pianos são absurdamente caros, então vou ficar com um tecladinho velho que encontrei em casa. Eu espero ainda encontrar um piano, o som é muito mais bonito. Pois bem, o meu desejo já dura mais que um ano, mas ele se acentuou nesse domingo quando eu encontrei partituras de umas músicas que eu adoro (eba! não vou começar pelo "danoninho") e um software para compor/tocar as músicas. Pronto, me apaixonei por aquilo. Aquelas notinhas davam exatamente a música! Não é mágico? Ontem encontrei o tecladinho em casa. Toquei por umas duas horas. Foi (quase) um desastre, mas digamos que a parte cantada da música saiu até que bem. O acompanhamento não deu certo, eu não sabiar ler! O pior é que eu tinha prova hoje. Estudei no ônibus. Ia ter ido mal do mesmo jeito. Agora estou aqui na faculdade, hora de almoço, lendo sobre "notação musical" na wikipedia. Já tirei várias dúvidas! Um dia eu ainda vou tocar bem! \o/
Rabiscado por Strange Little Girl - 12:27 PM -
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