- Perfil -

Nome: Strange Little Girl
Local: São Paulo, SP, Brasil

paralleldreams1@hotmail.com

- 1001 CDs -

1 - Dire Straits - Brothers in Arms
2 - Liz Phair - Exile in Guyville
(Kylie Minogue - X - Advance)
3 - Fugazi - Repeater
4 - Dusty Springfield - A Girl Called Dusty
5 - Eminem - The Slim Shady LP
6 - Bruce Springsteen - Born in the USA
7 - Simon and Garfunkel - Bridge over Troubled Water
8 - Stevie Wonder - Innervisions
9 - Nusrat Fateh Ali Khan - Devotional Songs
10 - Aretha Franklin - Lady Soul
11 - Cheb Khaled - Kenza
12 - Nina Simone - Wild is the Wind
13 - Sheryl Crow - Tuesday Night Music Club
14 - Ravi Shankar - The Sounds of India
15 - Billie Holiday - Lady in Satin
16 - PJ Harvey - Rid of Me
17 - Peter Gabriel - So...
18 - Saint Etienne - Foxbase Alpha
19 - Kate Bush - The Dreaming
20 - Travis - Man Who
21 - Ice Cube - AmeriKKKas Most Wanted
22 - Joni Mitchell - Hejira
23 - The Who - My Generation
24 - Mamas and the Papas - If You Can Believe Your Eyes & Ears
25 - Queen - A Night at the Opera
26 - Depeche Mode - Music for the Masses
27 - Lucinda Williams - Car Wheels On A Gravel Road
28 - Elvis Presley - Blue Suede Shoes
29 - Deee-Lite - World Clique
30 - The Doors - Morrison Hotel
31 - Elastica - Elastica
32 - Sigur Ros - Agætis Byrjun
(Loreena McKennitt - The Mask and the Mirror)
33 - Kate Bush - The Sensual World
34 - Aretha Franklin - I Never Loved A Man The Way I Love You
35 - Suede - Dog Man Star
36 - War - The World is a Guetto
37 - The Chemical Brothers - Exit Planet Dust
38 - Sarah Vaughan - At Mister kelly
39 - Miriam Makeba - Miriam Makeba
40 - Bonnie Prince Billy - I See A Darkness
41 - Baaba Maal - Lam Toro
42 - Anita Baker - Rapture
43 - Harry Nilsson - Nilsson Schmilsson
44 - Suede - Suede
45 - Gorillaz - Gorillaz
46 - M.I.A. - Arular
47 - Carole King - Tapestry
48 - Madonna - Music
49 - Massive Attack - Blue Lines
50 - The Police - Synchronicity
51 - Massive Attack - Protection
52 - Portishead - Dummy
53 - Ray Charles - The Genious of Ray Charles
54 - Bob Dylan - Freewheelin'

- Meus CDs -

Tori Amos:
Little Earthquakes
Under the Pink
Boys for Pele
From The Choirgirl Hotel

To Venus And Back
Strange Little Girls
Scarlet's Walk
The Beekeeper

American Doll Posse
Welcome to Sunny Florida

Kate Bush:
The Kick Inside
Lionheart
Never For Ever
The Dreaming

Hounds of Love
The Sensual World
The Red Shoes
Aerial

Loreena McKennitt:
Parallel Dreams
The Visit
The Mask And The Mirror
The Book of Secrets
Live in Paris and Toronto
An Ancient Muse

Over The Rhine:
Patience
Good Dog Bad Dog
Amateur Shortwave Radio
Films for Radio
Ohio
Drunkard's Prayer
Trumped Child

Fiona Apple:
Tidal
When The Pawn...

Sinéad O'Connor
The Lion and The Cobra

Sarah McLachlan:
Mirrorball
Fumbling Towards Ecstasy

Dido:
No Angel

- Links -

Psiquê
Will you look into the future?
Meu infinito particular
Pensamentos - by Nathy
Pale november
Ariadne Celinne
Coiseando as coisas
Quimera
Unspoken words
O jardim dos gatos teimosos
Silêncio
Para o túmulo: crônicas anônimas
Miss Sunshine
Eu digo Ni
Mi introspectiva
Dark Delirium
Vida louca vida!
Neverland
Etc...
Mr. Sandman
Blog da Polly
Desventuras
Metamorfose pensante
Jacaroa de Sandálias

- Postagens recentes -

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Alívio

As coisas que eu amo

Meus amigos

Ei, aqui!

Desejando...

Vergonha

Profissionalismo

Caminho

Sonhos? Onde estão vocês?












- Layout Por -



Viva intensamente!


Eu detesto muito, muito mesmo, essa história de viver intensamente! Esse infeliz conselho já me rendeu muitas lágrimas, escolhas erradas e discussões. No início da minha adolescência, após ser massacrada por muitos "Viva intensamente!", "Aproveite a vida!", "Tenha histórias para contar" e expressões similares, eu cheguei a uma das minhas primeiras conclusões: MINHA VIDA É UMA BOSTA! Afinal, eu nunca tinha viajado para lugares interessantes, não tinha beijado, não era popular. Eu era mais uma nerd que gostava de ler, tinha um amor platônico pouco convencional e passava a maior parte do tempo em casa. Concluindo, EU NÃO TINHA UMA "VIDA"! Não deu outra, me revoltei. Passei a culpar meus pais por tudo, abandonei minhas amigas "excluídas", tentei ser popular, me deprimi demais, tudo para viver com a tal intensidade que me diziam. No final das contas, aconteceu o que certamente iria acontecer: EU ME FERREI! Fiquei totalmente sem amigos, as tais populares não faziam questão de mim.

Eu cresci. Me tornei amiga das tais "excluídas", passei a me divertir mais, beijei, comecei a namorar, fiz alguns bons amigos, viajei um pouco, aceitei melhor minha personalidade e minhas escolhas. Mas a tal tristeza por não viver intensamente não me abandonou. Ela se tornou um vício, eu sempre queria aproveitar mais, mais, mais a vida. Uma inveja doentia tomou conta de mim: era só aparecer uma pessoa com uma vida mais interessante que eu já começava a chorar e declarava meu ódio por ela. Minha vida não bastava. Afinal, eu não morava em uma república com amigas felizes, não saia a noite para andar sem rumo, não bebia todas e dançava toda semana, não fazia festa todos os dias, não viajava para lugares maravilhosos o tempo todo, não tinha constantes jantares romanticos, não transava em motéis ou carros em movimento usando tudo quanto é artigo de sex-shop, não tinha experiência profissional, não tinha beijado várias pessoas interessantes, não tinha me declarado a todas as pessoas que desejei, não colocava todos os meus instintos em prática, não era amiga da sala de aula inteira, não usava roupas invejáveis, não passava o tempo todo bebendo na praia, nada disso. EU ERA SIMPLESMENTE UMA GAROTA NORMAL. E, meu deus, que pecado era isso! Não! Eu tinha que ter feito TUDO mais que os outros, tinha que ter tido loucas paixões, loucos passeios... tinha que ter vivido, vido na loucura, na curtição!

Pois é, essa questão ainda me faz sofrer muito, porque eu continuo sendo simplesmente uma garota normal. O que eu percebi, entretanto, é que todas essas pessoas que eu acreditava que tinham encontrado a felicidade não eram assim tão felizes. Todas, por mais que contassem vantagem por toda a "curtição" de suas vidas, tinham rotinas chatíssimas, precisavam trabalhar, tinham momentos de depressão e queriam no fundo uma relação tranquila e estável. A felicidade não é fruto de tantos excessos, de tanta intensidade. Saber viver, "ter uma vida", é ter objetivos e lutar por eles, é aproveitar todos os momentos bons, é ficar bem consigo mesmo até durante a rotina, é mais que ter histórias loucas para contar.

Rabiscado por Strange Little Girl - 12:15 AM - 1 comments


*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*